domingo, 16 de julho de 2017

Era assim a primavera...

Era assim a primavera...

Os caminhos,  sempre surpreendentes misturavam-se à paisagem que avisava o breve inicio da primavera.

Havia uma mistura de cores e fragrâncias por todas as partes e os jardins,  anunciavam aos pássaros e um sem fim de borboletas, a franquia do espaço para que não perdessem aquela festa de voos e sinfonias diárias.

Os beija-flores, encantavam as crianças que estendiam suas mãos para que pousassem sobre elas. O silêncio, era necessário para não amedrontá-los.

O sol, cuidava da manutenção das cores que misturadas aos seus raios, conseguia multiplicar a beleza de cada pétala.

O vento, passava diariamente para levar as sementes e espalhar mundo afora porque sabia que outros jardins estavam sempre preparados para recebê-las.

O gramado, era cortado com frequência e a grama, colocada sobre os canteiros para manter a umidade nos meses ensolarados que ainda estavam a caminho.

A alma, ficava a cada dia mais agradecida pela beleza que encantava seus dias. Em troca,  dava ao corpo, alegria, paz, harmonia e dessa forma, o homem agradecia a dádiva que recebia.

by/erotildes vittoria/TRR/33A
all right reserved/17 de dezembro de 2016
Image/Creative Commons



Como educar...

Como educar...

Todos os métodos usados em comum, costumam falhar, talvez seja melhor educar de acordo com a personalidade de cada criança, dessa forma, os pais deveriam conhecer a si próprios mas mesmo assim, sabemos que falham porque muitas famílias, são desajustadas.

A psicologia é falha porque é baseada no pré-estabelecido. As pessoas mudam e os livros com teorias em desacordo como o momento,  não podem ser uma base certa para tentar entender o outro.

A Igreja não possui um conhecimento profundo sobre o ser humano, falha por imposições e por julgar-se capaz de resolver problemas que não condizem com a realidade de uma situação.

Pedagogos, falham porque os pais delegam a responsabilidade total para eles que não possuem uma formação para cada criança que é diferente da outra e assim vai.

Não acredito em um método que funcione 100% afinal, educar é amar, compreender e ouvir, ouvir e ouvir a criança e juntos, sem condenação, cheguem a uma solução razoável para que ela, a criança ou eles, os pais por si, acabem compreendendo aquilo que gerou o impasse.

Críticas não funcionam, ao contrário, geram uma insegurança muitas vezes capaz de levar a extremos o que era apenas uma situação de momento.

É dessa forma que entendo e compreendo, não há uma receita mágica para comportamentos e o exemplo, pode não ser o suficiente quando os pais são autoritários e intransigentes.

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all right reserved/24 de janeiro de 2017

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O tempo...

O tempo...

O tempo, parece não dar conta de tantas solicitações, pedidos, clamações para que se alongue por mais horas.

Muitas vezes, ele cede e se deixa estender, mas depois, se arrepende porque há sempre a pergunta questionada por ele.
- O que você fez com as horas extras que te cedi?

Não temos mais tempo para nada, para ninguém. Nos tornamos igoístas, menores, talvez. Nada mais nos toca, o coração parece feito de aço, não responde, não ouve, não sente mais emoções fortes.

Culpamos a tecnologia, mas ainda somos nós quem controla e decide o que fazer. É difícil aceitar, mas estamos todos caminhando para um futuro onde nada seremos além de máquinas manipuladoras, algumas, manipuláveis, mas todas, incontroláveis.

É possível que aquele não adaptado ao mundo tecnológico, pereça bem antes de questionar, não terá chance alguma, não sobreviverá em uma selva gelada com um coração sensível onde ainda guarda em sua memória, as sensações vividas como amante das estrelas, do sol, da lua e de toda a natureza que o marcou profundamente.

by/erotildes vittoria/REF/right reserved/19 de junho de 2015

imagem/arquivo pessoal




sexta-feira, 14 de julho de 2017

Chá de jasmim...

Chá de jasmim..

Era uma tarde muito fria e as ruas estavam desertas, mas entrei na casa de chá seguindo um quase ritual em todas as tardes  daquele inverno. O garçom ofereceu várias opções, mas sugeriu chá de jasmim como era habitual eu solicitar.

Aceitei e fiquei ali observando as flores que se abriam  com o calor da água sobre elas e o perfume que exalavam em todo o ambiente.

Bebia lentamente enquanto voltava no tempo para saber como tudo estaria e assim, viajei durante horas.

O garçom, trouxe outra xícara e aos poucos, voltei, mas de mãos vazias. Nada havia para eu trazer, nenhum jardim estava florido, não havia mais os pássaros nem as borboletas voando por lá.

Até as cinzas, o vento se encarregou de levar. Era hora de virar a página porque a vida, precisava continuar.

by/erotildes vittória/ARQ/28.003St19/manuscrito de 2013

Image:From creative Commons



Retalhos...

Retalhos...
Há um pedaço de saudade,
um fragmento de qualquer coisa
que resolveu ficar ali.
Há sementes derramadas sobre o tapete
e sob ele, gritos abafados,
com retalhos de emoções
corroídos pelo mofo.
by/erotildes vittoria/REGSD/22

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all right reserved/‎12‎ de ‎julho‎ de ‎2017

Talvez...

Talvez...

Talvez as manhãs fossem floridas em todos os seus dias e minha visão limitada não pudesse ver o que acontecia.

Hoje, tudo parece mais bonito vejo que as janelas das casas estão abertas e como dois braços, aguardam um abraço.

Os jornais, chegaram com notícias novas anunciando dias melhores e da minha varanda, aceno para o entregador que sai em disparada, é dia de pagamento.

Não vi quem varreu a rua, mas está limpa, parecendo nova.
O beija-flor fez seu ninho no pé de jasmim e o limoeiro carregou de frutos novos.

Onde eu estava quando a vida passou, me abraçou e disse olá,
e eu, não ouvi?

by/erotildes vittória/ARQ/26007TSB02/manuscrito de 2013/all right reserved

Image/geograph.org.uk/by Pete Chapman



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Roseira...

Roseira...
Não importa o quanto a tempestade insista em me destruir, seguirei sem medo porque onde eu estiver, seja em um belo jardim ou, em um caminho qualquer, serei sempre uma roseira carregada de belos botões.
by/erotildes vittoria/10 de julho de 2017

  Viagem... Era diferente, as folhas secas, não ficavam despedaçadas ao pisar nelas. Havia uma cortina feita de uma névoa azul que limitav...