quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Filas especiais...


Somos,
o tempo eterno
o passado, o presente
e o tempo que ainda virá.
Somos seres das fontes
que alimentam
e matam a sede.
Somos a sede
que pede água,
somos a água
que nutre a alma.
Somos céu e chão
nesse elo de corrente
que ao quebrar,
retorna ao chão.
Somos o chão
e ao levantar,
formamos novos elos.
Somos filhos
das interrogações
e somos todos,
as interrogações.
Aguardamos todos,
em filas especiais
nem o bom,
nem o mau,
partirá antes
ou depois,
do seu dia, final.
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all right reserved/imagem/A Alma Fine Art & GaleriaMarcelo Buainain
Sem fins comerciais.

Marcelo Buainain nasceu em 1962 e abandonou a faculdade de medicina para se dedicar à fotografia, trabalhando em diversos países da Europa. Misturando o estético e o documental, foi convidado para expor na mostra coletiva Bressonianas. Foi considerado pela revista PhotoMagazine um dos dez fotógrafos brasileiros da década. Buainain já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, incluindo o I Prêmio Latinoamericano de fotografia.

Quebra-cabeça...

Quebra-cabeça...
É possivel
que tudo na vida,
seja um eterno
e longo aprendizado
nesse não saber
por onde caminhar
para compreender
o que parece,
um não se deixar
decifrar.
Esse inigma
que não possui inicio,
parece também,
não possuir fim.
É um quebra-cabeça,
desenhado com mil peças,
muitas delas, se perderam
e deverá ser interpretado
e desmistificado,
somente com as peças
que ainda existem.
Não é permitido falhas
porque dúvidas,
não devem pairar, ali.
by/erotildes vittoria/REFTTREGB/33013/Alvar.br
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Amantes...

Amantes...
Há sempre,
uma paixão escondida
ou um amor clandestino
pedindo legalidade.
Uma passagem secreta
em algum lugar
que desconhecido,
fica difícil acessar.
Um jogo perigoso
mas fascinante
nessa terra de amantes,
uma sede constante de amor.
Ficam ainda os sinais
marcando caminhos
que sempre desiguais
conservam o silêncio,
são segredos só deles.
Não ousaria o vento,
perto deles chegar.
Conservam a noite discreta
sem a luz do luar
deixam a lua encoberta
por nuvens que coniventes,
demoram passar.
Mais tarde,
liberam as estrelas
e deixam o resto da noite
para sonhar.
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all right reserved/imagem/Vicente Romero Redondo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O gaiteiro encantado...

O gaiteiro encantado...
Era no som de uma gaita
que a vida tinha sentido
e aquele sorriso cheio
do melhor de sí,
encantava a todos
e fazia de cada momento,
uma nota especial.
Alí, dançavam árvores,
pássaros e borboletas
que pareciam flutuar
e se deixavam levar
pela melodia
que atravessava a floresta,
levando emoções
até onde pudesse morar,
a tristeza de um coração.
Foi ali
que ele encontrou
o anjo das florestas,
se encantou
e nunca mais voltou.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Na curva do rio...


É logo ali,
na curva do rio
onde mora minha emoção.
Quando chove lágrimas,
o rio enche, alaga tudo
e nesse transbordar,
arrasta também,
o que encontra
no meu caminho.
Já não me importo tanto
que leve para longe
o que não serve mais,
mas me deixe quieta
com meu pranto,
toda vez que eu chorar
naquele cantinho
que eu chamo de paz.
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Fechando a mala...

Fechando a mala...
Não quero nada teu,
tua mala, pesa demais.
Eu só quero o que é meu,
minha bagagem  é tão pouca
bem fácil de carregar
e se perder,
alguém devolve,
não há nada ali
que possa interressar.
Algumas roupas,
um batom
e um perfume de lavandas.
Vou levar uma caneta
para escrever meus dias
e borracha
para apagar alguns rabiscos
que ainda  insistem
em marcar presença,
mesmo quase apagados.
Levo meu livro de poesias,
mas este,
carrego no coração.
Juntos,
me acompanham também,
meu violão desafinado,
abraços, beijos
e bons desejos
que fui recebendo,
ao longo destes anos.
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Feliz Dezembro...

Feliz Dezembro...
E chega dezembro
anunciando que será
um mês de festas,
de trocas, de expectativas.
Um mês
que antecede um novo ano
e recheado de planos,
traz consigo,
muitas promessas.
Em seu último dia,
faz acreditar em fim de problemas
em viradas de páginas
em histórias diferentes
em vida nova.
Um mês
que parece não se importar
em anotar os gastos
com cheques, cartões de crédito,
afinal,
o responsável pelo dinheiro,
é janeiro
que sempre acusa dezembro,
de ser um esbanjador.
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  Viagem... Era diferente, as folhas secas, não ficavam despedaçadas ao pisar nelas. Havia uma cortina feita de uma névoa azul que limitav...