Havia um silêncio mesmo em meio as vozes que sabia existir, me isolei em um canto e lá, nada mais consegui sentir senão a sensação de uma enorme distância de tudo e da vida.
O silêncio, começou a fazer parte de mim e acostumada a ele, já não sabia mais diferenciar o real do imaginário.
Minha música se tonou triste, meus dias, foram ficando sem sol e minhas noites mal dormidas, se tornaram rotina. Não havia tristeza, apenas, indiferença.
Os sonhos se foram e as distâncias, já não tinham mais importância, o amor, havia chegado ao fim e tudo o que sobrou, foi o vazio que agora, precisava ser preenchido.
Então, fiz a minha melhor música, cantei o melhor de mim, depois, cai num choro confuso, mas levantei secando as lágrimas que jurei, nunca derramar.
by/erotildes vittória/manuscrito de 2010