terça-feira, 14 de outubro de 2014

O silêncio...


Aos poucos, a demência toma conta dos homens e o vento, empurra o fogo que se alastra rapidamente para onde há secura de tudo.

O vazio, virou um espaço nobre e as demonstrações de ódio, não se calam ao longo dos dias.

A intolerância, esmaga os mais fracos e enterra em covas rasas, os sonhos mais ousados, antes, tão bem guardados.

O silêncio, morreu sufocado, não conseguiu se manifestar, faltou coragem para gritar.

by/erotildes vittoria/REF/14 de outubro de 2014

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O vento e a flor...


Encontramos sempre, um jeito especial de viver. No deserto árido, cresce uma bela flor e com pouca água, sobrevive e se fortalece.

Quando estou triste, costumo ir para um deserto que alimento dentro de mim. Ali, me torno pequena, frágil, intocável, quase sem vida, mas depois, tudo passa e retorno desta viagem, lembrando que a flor, continua a existir no meio daquele deserto quente onde o vento, insiste em derrubá-la.

Há uma história de amor entre o vento e a flor, ele gosta de vê-la balançar, mas sabe que ela não vai cair porque não tem medo de crescer e resiste a tudo, mostrando que força é vontade de viver.
by/erotildes vittoria/REF/78TR/editado em 10 de outubro de 2014

imagem/Hepatica nobilis Croatia

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um vírus...

Um vírus...
Rasgue tua roupa apertada
e olhe no espelho
o teu corpo acabado
agora, envenenado pelo ódio
que te abraçou
e te fez bradar o mal,
por onde passou.
Solte tua alma enquanto é tempo,
deixe-a que vá,
não saberá cuidar da tua dor
quando descobrir o rasgo
que se abriu eu teu peito.
Os teus olhos inocentes,
não souberam enxergar
os olhos que sabiam matar.
Não faça mais nada,
não há mais tempo
é um vírus perigoso,
o mal, já se propagou.
by/erotildes vittoria/REF/6.863B/Alvar.br
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Morava no Ceará...

Nasci, no sertão do Ceará
onde o mundo era bonito,
mas eu não via beleza por lá.
Acreditava que a tal felicidade,
morava lá na cidade, bem longe de mim.
Passava as noites sonhando
que deixaria meu sertão
e ficava imaginando,
onde estaria o amor
que prenderia meu coração.
Rimava meus versos com despedidas,
mas chorava de tristeza
quando lembrava das estrelas
e do luar tão bonito,
naquele fim de mundo,
lá, do meu sertão
onde os ponteiros do relógio,
eram lentos e o dia, parecia não acabar.
Agora, eu entendo,
felicidade, não morava na cidade,
mas no meu lindo sertão,
morava no ceará.
by/erotildes vittoria/RETSSBRESC/337/Alvar.br
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imagem/ Edenia Bezerra Lima Lima..

Achei lindo, você me pedir uma poesia, mulher forte e corajosa. Parabéns, Edenia Bezerra Lima Lima...

É para viver a vida...




Você me dá um sorriso
eu te dou uma flor.
Você me abraça forte
e eu te chamo de meu amigo.
Agora, vamos correr e pegar os balões
que o vento insiste em levar.
Crianças, sempre correm atrás de tudo
e tudo, parece sempre
ao alcance de suas mãos.
A vida para eles é eterna
e deve ser vivida sempre,
mas depois, crescem
e esquecem da alegria
e de todos aqueles momentos
onde não tinha importância
se eram de sol ou de chuva,
alguns daqueles dias.

by/erotildes vittoria/RETGERDT/
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Reclame menos da vida...


Coloque menos sal nessa comida,
adoce esse café com açúcar natural,
escreva mais poesias
e reclame menos da vida.
Pule corda como criança
não tenha medo de cair,
mas se for ao chão,
faça como elas,
dê boas risadas
e volte a brincar feliz.
Dê um soco no saco de areia
quando a raiva te pegar
e olhe o teu redor antes de reclamar
que tudo está errado, sem motivação.
Na vida, muitos comerão o pão
e poucos, lembrarão de onde veio.
Outros, dirão que o pão está caro,
mas raros, agradecerão as mãos
que colheram o trigo e fizeram dele,
o pão nosso de cada dia.
by/erotildes vittoria/RESDTRRB09/
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sábado, 4 de outubro de 2014

Desejamos viver...

Desejamos viver...
E quando atravesso a avenida no final da tarde,
vejo corações pesados sendo levados
em corpos desajeitados, cansados, irritados.
Há uma multidão que vai sem a certeza
de que deseja chegar em algum lugar
e a cor cinza de seus trajes costumeiros,
deixa um cheiro diferente a perfumar
cada estação onde o metro deve parar.
A chuva cai forte e lava as ruas
refrescando o final do dia
e a noite, convida para uma trégua
entre o corpo e a alma que andam cansados.
Amanhã, será outro dia e novos passos
serão dados em direções desconhecidas,
mas ainda assim, desejamos viver.
by/erotildes vittoria/TRESDT/99B/Alvar.br
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  Viagem... Era diferente, as folhas secas, não ficavam despedaçadas ao pisar nelas. Havia uma cortina feita de uma névoa azul que limitav...