sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

É preciso continuar...



Quando nos sentimos sozinhos porque até mesmo as lágrimas resolveram nos abandonar, acabamos encontrando um tempo para uma reflexão consciente, verdadeira, sem lamentos porque de repente, deixamos de sentir aquela sensação de perda de algo que talvez, nunca tenha sido nosso.

Há um momento que tudo parece mais leve, o caminhar pela vida já não provoca mais desgastes e aquele cansaço sempre abraçado ao desânimo, acaba se transformando em mais uma etapa vencida porque de alguma forma, a vida terá que continuar.

by/erotildes vittoria/REF16.114/CC
all right reserved/27 de janeiro de 2017

Sozinho...



Muitas vezes é necessário ficar de fora e observar o que acontece enquanto distante das referências rotuladas como indispensáveis ao cotidiano de quem caminha sozinho.

Mesmo alheio à vontade da multidão que segue ao seu lado, vai se conduzindo sem alianças, mas certo de que pode continuar.

by/erotildes vittoria/REF/13.709/31
all right reserved/25 de janeiro de 2017

Image From Creative Commons

Sempre a natureza...



A natureza é bonita, mas poucos, são gratos e mesmo assim, ela perdoa tudo porque possui um coração capaz de amar até mesmo quem dela retira o melhor e não se importa com as consequências.

by/erotildes vittoria/REF 9558/cc
all right reserved/19 de janeiro de 2017

Natureza...



Há um poema que poetas não se atreveriam escrever porque a natureza se encarrega da pontuação dos parágrafos e deixa nas entrelinhas, observações marcando detalhes especiais sem fazer uso do ponto, afinal, a vida continua após a vírgula e a exclamação, é uma constante em todos os seus detalhes.
by/erotildes vittoria/RETRD712cc
all right reserved/‎9‎ de ‎janeiro‎ de ‎2017

image/Cyathea robusta (Jardin des Plantes de Paris) public domain.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Perdida...

Perdida...
Perdida de mim mesma
na escuridão da noite do meu ser,
vagueio em profundo silêncio.
Em pensamentos dispersos,
me solto e insegura,
viajo noite adentro
a procura de um campo seguro
para pousar.
Voando como um pássaro
em noite de tempestade
perdido na escuridão
e clarões dos raios,
já não piso mais o chão
que se distancia dos meus pés
e no delírio desse desvario,
giro como o vento no deserto.
Me atrevo a voar,
minha mente é lenta
e na lentidão,
tento me apressar,
mas descubro
que não sei mais voar.
by/erotildes vittóra/REG/2009SSSLPRcc0009321/0006
Editado do manuscrito de 2010/

Prateleiras...


Nas prateleiras mais altas, costumo guardar pedaços de recordações que lentamente, esmaecem em um quase sem fim de vida.

Mais abaixo, retalhos, sobras dos cortes das feridas cicatrizadas que deixaram marcadas, crateras profundas ainda doloridas nessa agitação com emoções fortes e inesperadas de tudo o que foi sendo acumulado.

Na prateleira próxima ao chão, embaladas em papel transparente estão visíveis, mágoas que não foram descartadas.

by/erotildes vittoria/CEDRT.22/15 de novembro de 2016

Image/Creative Commons

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Arquivo da vida...


É necessário marcar encontro diário com aquilo que desejamos, editar o dia a dia e salvar o melhor, no arquivo da vida.
by/erotildes vittoria/‎MOOV/89c
all right reserved/‎sexta-feira, ‎23‎ de ‎setembro‎ de ‎2016
Image/From Creative Commons

  Viagem... Era diferente, as folhas secas, não ficavam despedaçadas ao pisar nelas. Havia uma cortina feita de uma névoa azul que limitav...