sábado, 30 de novembro de 2013

Emoção...

Eu guardo sorrisos,
botões de rosas,
carrego sonhos
e vivo a vida.
Eu amo,
choro
canto
me desencanto,
mas em cada lágrima do meu pranto,
há sempre um motivo especial,
seja ele de alegria
ou de tristeza,
o que sei,
é desse sentimento
que marca sua presença
em meu coração.
É ele,
quem me torna mais forte
e mostra que ainda há em mim,
sensibilidade
e continuo sendo
como sempre fui,
movida pela emoção.
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O fundo do mar...


Talvez vivamos de fantasias
onde gira um mundo fictício
alimentando-nos de ilusões,
deixando que o sol se vá
e a chuva caia sem
que tenhamos percebido.
Talvez sejamos seres carentes
e em todas as carências,
uma eterna dependência.
Talvez tenhamos perdido
o elo que nos unia
e nos fazia acreditar,
mas que um dia
por um descuido qualquer,
afundamos o navio
e resolvemos ver
o que havia no fundo mar.
Não encontramos nenhum tesouro
nem moedas de ouro estavam lá
e ao voltar dessa aventura,
tudo estava diferente,
havia ondas imensas sobre o mar.
Novamente nos perdemos
e ainda não sabemos
para onde essa água vai levar
e assim, continuamos sem saber
até onde vale a pena navegar.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Um café por favor...







Eu pedi um café,
mas junto,
vieram muitas recordações.
O vapor com aquele aroma
que invadia tudo por ali,
me fez voltar
até o antigo fogão de lenha
que guardava tantas lembranças
e juramentos naquela
casa de pedras
cercada de bougainvilleas.
Era assim aquele canto
cheio de encantos
onde a natureza
fazia sonhar
e respirar profundamente,
inalando o cheiro da mata.
Voltei lá muitas vezes
durante o verão.
Íamos todos
para aquele paraíso
e ficávamos nas redes
distribuidas pelo jardim
que dividia espaço com o córrego
que por alí passava.
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Engrenagem...


Uma engrenagem complexa, cheia de surpresas e carregada de emoções. Somos todos assim, meio sem direção. Muitas vezes, firmes na caminhada em outras, relutantes.

Cada engrenagem se encaixa corretamente, mas sabiamente, são desconectadas se necessário. Vamos até o limite máximo testando nossas qualidades, defeitos e nossa coragem para voar mais longe.

Quebramos nossas asas muitas vezes, mas consertamos e tentamos voar novamente. Satisfeitos, saímos para mundos desconhecidos e atravessamos desertos sem a certeza de que chegaremos em algum lugar, mas ainda assim, vamos.

Somos seres em eterna procura nesse imenso universo dentro de nós. Não temos a certeza do que realmente procuramos, mas estamos sempre fervilhando em perguntas sem respostas nas incertezas dessa complexidade.

Somos todas as horas do dia, todas as perguntas e todas as respostas. Somos, o medo e a coragem
o sim e o não, somos, eu e você, somos nós, somos humanos.

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Teus segredos...

Teus segredos...
Quando meu olhar
puder fitar teus olhos,
saberei da tua dor
e teus segredos.
Me dirás de tudo um pouco
e mais um pouco ainda,
porque nada de ti
eu sei
senão a dor que vejo
nesse olhar tão triste
e do espanto que sente
ao ver um mundo
que não gostas de sentir.
Falarás das passagens
por esta vida
e também das muitas voltas
que ainda darás
ao segredar em mim,
toda essa dor
que te deixa assim.
De nada adiantará
esconder teu rosto,
nem teu desgosto
porque tua máscara,
poderá cobrir teus olhos,
mas não a tua visão.
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Mea culpa? ...


Somos todos, caminhos e exemplos, muitas vezes, seguidos. Somos palavras que amenizam, somos portadores de tudo um pouco.

Que façamos então, valer esse nosso jeito de ser que trilhamos muitas vezes, sem imaginar que somos imitados, não pela inveja, mas pelas dificuldades ou limitações que há no outro.

Talvez, estejamos valorizando muito os defeitos e deixando de incentivar qualidades que acabam não sendo cultivadas devido ao acentuado poder que a crítica exerce em boa parte das pessoas. Palavras, gestos de amor, olhares menos críticos, podem mudar direções.

A indiferença, leva muitas pessoas ao isolamento que as tornam nulas e não se acreditam capazes. Se perdem nesses conflitos e não desejam sair desse mundo que criaram porque acreditam que assim, estarão protegidas.

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Imagem Aldo Casagrande
Viajando no mundo das danças circulares.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sem limites...



Fazer como as crianças
e viver,
naturalmente.
Não há tempo para mágoas,
exigências sem sentido.
Nada justifica a frase,
eu sou infeliz.
O bom da vida,
é viver o dia a dia,
o deixar acontecer.
Quando impomos um limite,
teremos um limite
e dentro dele,
passaremos a viver.
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  Viagem... Era diferente, as folhas secas, não ficavam despedaçadas ao pisar nelas. Havia uma cortina feita de uma névoa azul que limitav...