segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Há mais vida lá fora...

Há mais vida lá fora...
E um dia, descobrimos
que estamos complicando tudo
a troco de nada
e deixamos de viver
momentos especiais
que são oferecidos a cada instante,
dando-nos a oportunidade de rever
conceitos, imposições e descobrir,
nossa verdadeira identidade.
Há uma captação rara de luz
onde tomamos consciência
de que há mais vida, lá fora.
by/erotildes vittoria/REF/A12 de janeiro de 2016

Imagem/https://upload.wikimedia.org/…/Anglo-Saxon_village_at_West_…


O caminho de volta...

O caminho de volta...
Eu trago pedaços
de quase tudo aquilo
que cruzou meu caminho
porque de alguma forma,
fizeram parte do meu fracasso
e também, do meu sucesso.
Andei por tantas vielas,
eram becos estreitos
com passagens escuras,
subi uma infinidade de escadas,
mas nenhum degrau me levou
para algum lugar.
Desci montanhas beirando o abismo
que não imaginava existir.
Caminhei sobre a areia escaldante
sem a certeza de que meus passos
alcançariam um novo dia
e hoje, concluí que a vida,
nada mais é
que uma caminhada longa
em busca de uma interiorização
que mostra o caminho de volta
para dentro de mim.
by/erotildes vittoria/REF/Alvar.br
all right reserved/14 de janeiro de 2016

imagem/https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/23/Lake_mapourika_NZ.jpeg

Dentro de nós...


Dentro de nós...
Tudo floresce bonito e encanta a nossa vida quando a beleza que nos cerca, nasce primeiro, dentro de nós.
by/erotildes vittoria/27 de janeiro de 2016

imagem/El Capricho - Jardín Artístico de la Alameda de Osuna - 52.jpg

A natureza...

A natureza é toda poesia,
um livro de muitas páginas,
mas sem palavras
porque não há um poeta
que descreva em seus belos versos
e muitas frases,
uma ligação eterna
através de um olhar atento.
by/erotildes vittoria/REf/Alvar.br
all right reswerved/ 21 de janeiro de 2016 19:58:00
Imagem/Knoops park-bremen

Somos o nosso problema...



Reclamamos do sol, da chuva, do escuro, da claridade,
reclamamos da vida, do amigo, da sujeira da cidade,
do valor do condomínio, da escassez do dinheiro.

O barulho incomoda, o som da música está alto e o vizinho, poderia ser outro.
Desligamos a campainha, aumentamos o muro
e vivemos isolados, mas continuamos insatisfeitos.

Mudamos para o campo e com o passar do tempo, lá, também não está bom.
Há muito vento, frutas e folhas secas pelo chão, e o canto dos pássaros, começa a irritar.

Até o barulho da cachoeira, ficou monótono e tira o sono.
Sentimos saudade do caos em que vivíamos, aquela desarrumação, já era parte de nós e a cada dia questionamos se era realmente isso que desejávamos.

Não aceitamos nada que não seja do nosso modo e assim, meio sem jeito, descobrimos que nascemos perfeitos, mas ficamos intolerantes, chatos e cobramos dos outros, qualidades que não possuímos.

O tempo passa, a vida fica sem graça, e acabamos descobrindo
que somos o nosso problema.

by/erotildes vittoria/ESTREREFB/8704/Alvar.br
all right reserved/todos os direitos reservados

Não é necessário correr...


Não é necessário correr...

Há tanta preocupação com tudo que acabamos nos esquecendo durante dias, meses, anos e quando percebemos, lá estamos nós, reclamando do cansaço, das dores no corpo e até na alma.

Muitas vezes nos deprimimos, sucumbindo até a exaustão e tudo o que nos cerca, torna-se alvo de críticas, acusações e insatisfeitos, pouco ou nada mais possui aquele encanto que fazia a vida vibrar a cada momento, sempre único e especial para nós.

Não deveríamos esquecer que de alguma forma, somos freados nessa corrida frenética e o tempo que era sempre escasso, passa a ser reservado condicionalmente para que aprendamos a administrá-lo de forma mais coerente a nosso favor.
Para viver, não é necessário correr.

by/erotildes vittoria/REF/Alvar.br
all right reserved/25 de janeiro de 2016

imagem/http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/08/09/lizard-island-resort.jpg

Narcisos...




A primavera, estendia-se mundo afora e parecia ser a única estação receptora de flores especiais.
Os narcisos, cobriam os campos e curvam-se para agradecer a terra que os acolhia.

Durante as tardes, borboletas amarelas e brancas, misturavam-se com as flores quando atravessavam a plantação para no final do dia, juntarem-se aos pássaros que por ali, costumavam pernoitar.

A noite, ficava mais fria e a brisa, virava coreógrafa quando tocava suavemente as flores para vê-las dançar como bailarinas sobre um palco imenso e com uma coreografia, criada especialmente para elas.

As pessoas que por ali costumavam passar, não podiam assistir ao espetáculo, era necessário tempo e sensibilidade para entender que a cada dia, uma nova apresentação era oferecida pela natureza.

O homem, acabou cansado daquilo que não entendia, destruiu a beleza natural e construiu uma floresta de pedras para ficar preso e hoje, vive infeliz porque nunca tentou compreender o que havia ao seu redor.

by/erotildes vittoria/TRESB/
all right reserved/26 de janeiro de 2016

imagem/Narcissus trumpet cv. 03.jpg

  Viagem... Era diferente, as folhas secas, não ficavam despedaçadas ao pisar nelas. Havia uma cortina feita de uma névoa azul que limitav...